OS CAMINHOS DA TV NO BRASIL

A televisão chegou ao Brasil no ano de 1950. Sua estréia não poderia ser menos pomposa, com um grande show de abertura, que contou com a presença de grandes atores da época, incluindo Lima Duarte e Vida Alves, ainda vivos. Entrava nos lares aquela que seria, anos mais tarde, uma das mais poderosas senhoras no controle e divulgação da informação e do entretenimento, aquela que seria durante muitos anos o carro chefe da mídia, atualmente dividindo muito espaço com a internet.

Durante esses mais de 50 anos de existência da TV brasileira, muitas águas rolaram. Tupy, Excelsior, Manchete são apenas alguns nomes sepultados. Rede Globo, SBT, Rede Record, são apenas alguns nomes no auge. As novelas, herdeiras diretas dos folhetins diários publicados pelos grandes romancistas de nossa história nos grandes jornais no século XIX, são talvez o carro chefe do entretenimento popular.

Grandes multidões avolumam diariamente o IBOPE das grandes emissoras, que disputam a atenção do público com histórias cheias de merchandising, intrigas, amores mal resolvidos, problemas sociais e elencos multimilionários. A Rede Globo, que durante muitos anos dominou esse mercado com um padrão técnico muito alto e de nível internacional, agora vê a Rede Record, administrada pelos líderes da Igreja Universal do Reino de DEUS, conquistar espaço com tramas fortes, algumas até com temática fora do comum, como mutação genética, e atores de sucesso em outras emissoras e até no cinema.

O jornalismo, figura que encabeça o chamado “quarto poder”, que durante muitos anos seguiu um caminho conservador, parte agora para estratégias de mercado mais arrojadas, como os canais especializados, antes restritos à TV fechada. A notícia, na pós-modernidade, apresenta-se como um produto atraente, que deve ser vendido da melhor forma possível.