A VIOLÊNCIA E OS JOGOS ELETRÔNICOS

Da década de 1980 para cá, foi estrondoso o crescimento e a evolução dos jogos eletrônicos, principalmente os vídeos games caseiros, os quais você pode instalar na sua TV e mergulhar num mundo de fantasia e escapismo sem sair da sua sala de estar. Principalmente entre os adolescentes, que estão começando a conhecer o mundo, cruel e acinzentado como ele é, os jogos ditos violentos, com grau de agressividade elevado, têm uma disseminação muito forte, formando-se grupos de jogadores como verdadeiros clãs, onde a fidelidade é quase religiosa.

Alguns setores conservadores da Educação, da Psicologia, da Medicina e da Justiça contestam veementemente a violência disseminada por esses jogos. Esses grupos de pessoas alegam que os jogos estimulam a violência gratuita entre os jovens, potencializando formas de agressão e comportamentos inadequados. Os jogos seriam a causa mor de todo comportamento fora dos padrões exigidos socialmente dos jovens.

Todavia, o argumento dos distintos e eméritos profissionais é facilmente contestável, posto que o problema da violência é muito mais antigo do que a jovem existência dos games, que ainda nem entraram “na meia idade”. O que os games fazem não é produzir violência gratuita, mas apenas canalizar um problema pré-existente da sociedade contemporânea, que continuaria existindo com a extinção dos games. Combate-se fogo com fogo. Se você quer paz, prepare-se para a guerra.

Então, como fazer para que os jovens não sejam influenciados negativamente pelos games violentos, mas que eles apreendam a mensagem de escapismo e crítica social dos jogos, que querem apenas denunciar de forma divertida as mazelas sociais produzidas pela desigualdade neoliberal? A resposta está em um fator que vem se dissolvendo nos dias de hoje: a família! Diálogo é melhor que proibição. Carinho, melhor do que castigo. A estrutura familiar, que é o âmago de uma boa socialização primária, é o fator primordial para um crescimento saudável, na companhia dos games inclusive. E lembre-se: sem estrutura familiar, a criança pode nunca ter visto um game na frente, mas ela sem dúvida encontrará outro meio de se corromper!